quinta-feira, 4 de abril de 2013

Policiais civis do RN param dia 16 de Abril contra retorno de presos as delegacias

Os policiais civis do Rio Grande do Norte vão paralisar atividades no dia 16 de abril, por 24 horas. A mobilização é uma resposta ao retorno de presos para as delegacias. A decisão foi tomada em assembleia geral da categoria que justifica a medida diante de uma “situação considerada inaceitável, visto que a custódia deve ser feita pelo sistema prisional, ou seja, por agentes penitenciários”, destaca o informe. Segundo o sindicato, pelo menos 150 presos em todo o estado estão nas carceragens de delegacias e não há uma alternativa para acomodação no sistema prisional. O presidente do Sinpol cobra solução por parte do Governo do Estado. “Isso é uma vergonha, não vamos retroceder. Queremos que o sistema penitenciário absorva esses presos. Se o estado não tem condições, que apresente uma solução. Não vemos outra saída se não paralisar”, destaca o diretor do Sindicato da Polícia Civil (Sinpol), Djair Oliveira. A categoria já sinaliza com a possibilidade de greve caso nenhuma solução seja apresentada. “Se não apresentarem nada vamos deliberar por greve em tempo indeterminado”, afirmou Djair Oliveira. Hoje, segundo ele, o policial é obrigado a ficar rodando pelos Centros de Detenção Provisória (CDPs) para que se possa achar uma vaga após finalização dos procedimentos na delegacia. O sindicato afirma que a situação se tornou insustentável com as recentes decisões judiciais de interdições de cadeias públicas e presídios, notadamente nos municípios de Caicó, Goianinha, Mossoró e Macau. “O desvio de função é considerado ilegal no Brasil, com várias decisões judiciais, que apontam que policial civil não deve custodiar presos de justiça, situação que atrapalha o papel que possuem: de investigar e solucionar crimes”, ressalta.

Resgate
A paralisação está sendo chamada de “"O dia do resgate da Polícia Civil”" e também acontece por outras razões. Os policiais farão greve na busca pela convocação dos 306 policiais concursados, que aguardam desde 2010 a nomeação, uma vez que o Governo do Estado apenas está fazendo substituições com as vacâncias por aposentadorias ou falecimentos, e lutam ainda pelo curso de formação de 290 suplentes aprovados. A assembleia também apreciou o fechamento da pauta 2013, a ser encaminhada ao Governo do Estado. Dentre os pontos estão: alterações pontuais no Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e na LC 270, além de luta pela carreira única na Polícia Civil, que irá propor alteração legal e inovadora no formato da carreira policial. Além disso, os policiais cobram adicional noturno para plantonistas, auxílio-saúde, carga horária ininterrupta de 6 horas diárias e funcionamento das delegacias distritais 24 horas por dia, condicionado à nomeação de novos policiais em quantidade necessária para desenvolvimento das atividades.


Fonte: TRIBUNA DO NORTE

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